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A bicicleta nos salvará do caos automobilístico?

abril 25, 2011

Recentemente ao assistir os telejornais produzidos no eixo Rio/São Paulo percebi que a quantidade de matérias sobre o uso da bicicleta tem aumentado consideravelmente. O cenário quase sempre é a cidade de São Paulo com a maior frota de veículos do Brasil. Mas, estenderam para outras grandes capitais apontando que o transporte sobre duas rodas é uma alternativa viável ao automóvel.

Publiquei aqui nesse blog uma tentativa de ser ecológico. Nos comentários [parte vital de um blog] o meu amigo baiano wille fez algumas ponderações:

Uma crítica que eu tenho ao movimento de ciclotransportes é de achar que a bicicleta vai resolver tudo, importando um modelo europeu para o Brasil. No entanto, a geografia, o clima e o tamanho de nossas cidades são muito diferentes das cidades européias, muitas vezes não favorecendo o uso de bicicletas. Acho que a bicicleta é muito importante, no entanto a base é um sistema de transporte coletivo eficiente.

Fiquei com isso na cabeça durante um bom tempo. Como fui militante do Movimento Passe Livre – Aracaju procurei pesquisar e me inteirar dos assuntos relativos à mobilidade urbana. Obviamente o uso da magrela era louvado como um possível refúgio ao faroeste urbano de nossas vias. Porém, todo o discurso só tem validade quando testado.

Apesar de não ter dados estatísticos que comprovem minha tese imagino que as pessoas que andam de bicicleta em Aracaju podem ser divididas da seguinte forma: aqueles que não tem grana nem pra parcelar uma shineray e não querem andar de ônibus; aqueles que até poderiam comprar a motoca, mas também não querem andar de ônibus e os últimos que adotaram a bike como estilo de vida.

Perceberam uma coisa? TOD@S, sem exceção, fogem do coletivo. Não conheço uma alma com dois dedos de bom senso que diga: – Rapaz, eu prefiro ir pra casa de ônibus a pegar uma carona no teu carro/moto. Salvo os desconhecidos e os possíveis assaltantes/estupradores que oferecem carona.

Sendo assim, cada vez mais entendo que a única solução viável a curto prazo em cidades como Aracaju seja a intermodalidade, ou seja, unir todas as possibilidades de deslocamento num mesmo trajeto. Exemplo: eu saio de bicicleta da minha casa na Aruana até o Terminal da Atalaia onde pego um ônibus até o Centro ou então o metrô até a Universidade Federal. No terminal teria bicicletário com presença da guarda municipal.

Para tal, o transporte coletivo precisaria ser de qualidade e com tarifa reduzida (ou zero mesmo). Aí sim, creio que muitas pessoas usariam seus automóveis de acordo com o objetivo do mesmo: passeio.  O que você acha?

2 comentários

  1. Pois eh Marcos, quando eu for gente e trabalhar na cidade em que eu moro, pretendo unificar as duas modalidades: bike e buzu. Só não fico integralmente com a bike porque o sol por esse lado de cá dos trópicos eh de lascar o cano como diríamos por aqui. Digo isso porque jah adotei a prática durante um bom tempo e a experiência era meio fatigante. Mas essa mescla se aproxima da solução. Mais ciclovias e melhoria e barateamento do transporte público ainda são imprescindíveis.


  2. Ah, seria bom acrescentar também melhor planejamento na arborização da cidade. A idéia é colocar frutíferas e de preferência árvores nativas, ao contrário das poucas exóticas (não-nativas) que tão pouco fazem sombra!



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