
Tentando ser ecológico (parte 1)
setembro 6, 2010Quase três meses depois volto a escrever aqui no folhas.
Estou participando de um documentário sobre mobilidade urbana em Aracaju que possa servir de experimento para a interatividade na tv digital. Estamos estudando filmar pessoas de bike, carro e ônibus para mostrar sua rotinas e de que forma elas interagem com a cidade.
Por coincidência, no dia 22 de setembro é o dia mundial sem carro. Isso significa que trocentas pessoas no mundo, pelo menos nesse dia, irá deixar o carro em casa e se locomover a pé, de transporte coletivo ou de bicicleta.
Mas como fazer isso em Aracaju? Vamos fazer um pequeno exercício mental. Eu quero me comprometer com a causa e irei utilizar meios alternativos para ir ao trabalho, por exemplo.
Primeira possibilidade: o ônibus!
Meu expediente começa às 7h. Eu costumo acordar 05h50. Moro a mais ou menos 30km do local de trabalho e geralmente saio de casa umas 6h:30, de moto. Chego 5 minutos atrasado quase sempre. Dessa vez precisarei acordar 30 minutos mais cedo porque precisaria pergar o ônibus (Aquarius/DIA) de 06h. Ele chega no terminal DIA às 06:45 e tomo outro ônibus (Augusto Franco/Bugio) até chegar no meu destino.
Prós: deixar a moto e o carro em casa. Ajudar o meio ambiente de quebra e “conhecer” novas pessoas.
Contras: acordar muito mais cedo, gastar R$4,20 (ida e volta), ir espremido numa massa compacta dentro de um veículo inseguro e desconfortável.
Segunda possibilidade: a bicicleta!
De cara preciso investir em torno de R$200,00 reais (bike + ou -, capacete, luvas, garrafinha, corrente e cadeado). Comprando só a magrela o preço cai uns R$ 50 reais, mas eu quero ser exemplo.
Como já adiantei, moro a 30km do trabalho. Creio que chegaria no trabalho em 20 minutos contando que 40% do percusso eu faria em ciclovias. O resto do caminho trocando farpas com carros, motos e motonetas. Poderia acordar às 06 e sair às 06:40. Chegaria ligeiramente suado e ainda teria que trocar de roupa. Isso faz com que eu tenha que prever na minha saída uns 5 minutos a mais. Enfrentaria congestionamento nas ruas e nas ciclovias, mas passaria por cima de canteiros, calçadas e os escambau pra chegar no horário.
Prós: Não gastaria um centavo, estaria fazendo exercício físico, teria menos problemas com o trânsito do que de carro ou moto.
Contras: cansaço nos primeiros dias e desrespeito dos motoristas em geral.
Importante lembrar que no tempo percorrido não está incluso congestionamentos, acidentes e et cetera.
CONCLUSÕES:
Uma mudança nos meus hábitos passa diretamente por incentivos individuais e do poder público. Tranquilamente eu posso fazer o percusso casa-trabalho-casa de bicicleta, mas ainda estudo na UFS (que é longe pacas) e teria que utilizar a moto. Porém estaria contribuindo bastante despejando CO2 por menos tempo na atmosfera.
Por outro lado, o serviço de transporte coletivo em Aracaju é caótico. Poucos ônibus, velhos, sujos e com a passagem caríssima. Se o transporte fosse municipalizado, a tarifa zero e ônibus novos talvez a população aderisse a esse apelo ecológico.
No próximo texto irei detalhar outras possibilidades. Comenta aí o que você faz para ser ecológico.

Uma crítica que eu tenho ao movimento de ciclotransportes é de achar que a bicicleta vai resolver tudo, importando um modelo europeu para o Brasil. No entanto, a geografia, o clima e o tamanho de nossas cidades são muito diferentes das cidades européias, muitas vezes não favorecendo o uso de bicicletas.
Acho que a bicicleta é muito importante, no entanto a base é um sistema de transporte coletivo eficiente. No meu blog, fiz um post falando da mobilidade em Buenos Aires.
[...] aqui nesse blog uma tentativa de ser ecológico. Nos comentários [parte vital de um blog] o meu amigo baiano wille me lembrou que: Uma crítica [...]