“Que o transporte público oferecido na capital sergipana deixa muito a desejar, isso já não é mais novidade. O que existe de novo, no entanto, é a disposição de empresas de ônibus e do setor público para tentar oferecer ao usuário um serviço de melhor qualidade. Além da compra de novos ônibus, as empresas que atuam em Aracaju e na região metropolitana estão fazendo um alto investimento na instalação de GPS (Sistema Global de Posicionamento) nos veículos.”
Quem lê esse início de matéria na infonet com certeza pensa que trata-se de um informe publicitário. Porém o texto não vai além de informações banais. Fala que estarão vigiando os ônibus, mas não diz de que forma irão fazê-lo andar mais depressa ou chegar no horário certo.
A chegada dos novos ônibus é vendida como uma iniciativa monumental da prefeitura e dos empresários. Ora, não me façam rir. Segundo a lei de concessões públicas é a concessionária (as empresas) quem deve renovar a frota. E olha que existe uma conta conjunta entre o SETRANSP e a SMTT com dinheiro do Índice de Depreciação da Frota – ou algo semelhante – que serve justamente para isso. Mas ninguém sabe o que se faz com o dinheiro ou se está sendo depositado pelas empresas.
Além disso, entramos no segundo semestre e nada da licitação. O prefeito Edvaldo vai empurrando com a barriga, principalmente, porque ou não tem coragem para fazer ou porque tem o rabo preso com as empresas.
Outra coisa: é óbvio que o “investimento” dos empresários voltarão maiores no ano que vem quando aumentarem a tarifa. Qualquer curso do SEBRAE ensina que você deve investir para colher lucros mais tarde.
O transporte coletivo de Aracaju somente irá melhorar quando ele se tornar de fato público. Isso quer dizer que não deve haver ingerência da iniciativa privada. Deve ser controlado pelos trabalhadores e a tarifa subsidiada por um Fundo Municipal do Transporte com recursos provenientes do IPTU progressi

